PSDB e PT ampliam número de deputados estaduais e federais de MG

Mais de 70% dos parlamentares da Assembléia Legislativa e da Câmara Federal pelo estado mantêm seus mandatos

Das 53 vagas que Minas Gerais tem direito na Câmara Federal, 36% serão preenchidas por deputados federais que não faziam parte da atual bancada mineira. A coligação do governador reeleito de Minas Gerais Antônio Anastasia (PSDB) conseguiu 25 vagas contra 17 da coligação dos candidatos derrotados Hélio Costa (PMDB) e Patrus Ananias (PT). Duas vagas ficaram para a coligação dos PDT e PV. As duas vagas restantes ficaram uma para a coligação entre o PHS e PTC, e outra para o PSC.

Com estas vagas, PT e PSDB de Minas ficaram com oito deputados cada, um parlamentar a mais do que na eleição de 2006. Os três candidatos mais votados foram Rodrigo de Castro (PSDB), com 270 mil votos, Lael Varella (DEM), com 243 mil, e Weliton Prado (PT), que era deputado estadual e agora assume uma vaga na Câmara Federal, também com 243 mil votos.

Para a Assembléia Legislativa de Minas Gerais, dos 77 deputados estaduais 75% foram reeleitos. Novamente a coligação do governador tucano terá o maior número de representantes, com 18 deputados. Apesar disso, Anastasia, ao contrário de seu antecessor, o senador eleitor Aécio Neves (PSDB), não garantiu a maioria absoluta na assembléia mineira.

Os três mais votados em Minas foram Dinis Pinheiro (PSDB), com 159 mil votos válidos; o ex-jogador Marques, (PTB) com 153 mil votos; e Mauri Torres (PSDB), com 106 mil votos computados. A Assembléia Legislativa de Minas Gerais terá 28 novos deputados em 2011, um índice de renovação de 36,36%, em relação à composição do legislativo estadual em outubro de 2010.

O percentual é mais baixo que os registrados nas duas últimas eleições. Em 2006, foram 31 novos deputados, uma renovação de 40,1%. Já em 2002, foram 36 novos deputados, um percentual de 46,75%. Sem considerar que, dos 77 atuais deputados estaduais, 65 foram candidatos à reeleição. Entre estes, 49 foram reeleitos para a Assembléia, um índice de reeleição de 75,38%.

Eleitor barra políticos tradicionais no Estado

Na lista dos que não se reelegeram estão nomes conhecidos como o deputado federal Edmar Moreira (PR-MG), que tentava seu quinto mandato consecutivo. Moreira ganhou o noticiário no ano passado como “dono” de um castelo no interior de Minas Gerais, avaliado em mais de R$ 20 milhões, que teria sido omitido em declarações de bens entregues à Receita Federal e à Justiça Eleitoral. O político também tinha contra ele acusações de crimes contra a ordem tributária, uso indevido da verba indenizatória de gabinete e apropriação da contribuição ao INSS dos seus funcionários. Depois de seu nome aparecer em todos esses escândalos, ele conseguiu apenas 45 mil votos, 48 mil a menos que os da última eleição que disputou, ficando na 72ª posição e fora da lista de eleitos e possíveis suplentes.

Com oito legislaturas no Congresso Nacional Bonifácio Andrada (PSDB), um dos mais antigos parlamentares da Câmara dos Deputados, também não conseguiu se reeleger. Ele teve quase a metade da votação conquistada em 2006, quando foi reeleito com 143 mil votos. Este ano, com 74 mil votos, ficou como suplente. Outro derrotado, Humberto Souto (PPS), deputado federal por sete legislaturas desde 1975, teve este ano 65 mil votos, pouco menos do que em 2006, quando foi eleito com 64 mil.

Na Assembléia do estado, outros nomes que marcaram a política mineira não reconquistaram suas vagas. O ex-prefeito de Contagem, Ademir Lucas (PSDB), que por pouco não foi impedido de disputar as eleições com base na lei da Ficha Limpa, teve seu pedido de candidatura deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), mas nas urnas recebeu apenas 42 mil votos (contra 56 mil em 2006) e não foi eleito. Deputado estadual por quatro legislaturas, Ademir foi condenado pelo Tribunal de Justiça por improbidade administrativa na prefeitura de Contagem e teve ainda que ressarcir mais de R$ 28 milhões aos cofres públicos da cidade.

Também com uma longa carreira política, a ex-mulher do ex-governador Newton Cardoso, Maria Lúcia Cardoso, ambos do PMDB, também está entre os derrotados. Deputada federal por três legislaturas, neste ano ela disputou, sem sucesso, vaga na Assembléia de Minas, depois de ter alimentado o noticiário com confronto político com o ex-marido.

Fonte:  ultimosegundo.ig.com.br

Colaborador: Ladsmar Ésio Oliveira da Silveira

Uma resposta para PSDB e PT ampliam número de deputados estaduais e federais de MG

  1. Só um detalhe:Esses novos canalhas que entram agora, daqui uns poucos,serão eles mesmos que estarão metidos nas maiores falcatruas.
    Ou não são esses que estão hoje em dia roubando que foram deportados, que pintaram as caras contra o Collor, que fizeram discursos veementes a favos das diretas, etc…
    No Brasil só tem um jeito: Atentados conta essa vagabundagem que está arruinando nosso país.
    Não tem outro jeito, essa gente só vai perceber que o ultrapassaram todos os limites quando começarem a sentir em suas próprias peles todo o ódio que cultivaram em nós brasileiros durante todos esses anos de pilantragem, roubalheira e pouca vergonha que praticaram contra nós.

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