NOSSA ÁGUA

DESDE 2005 A PREFEITURA MUNICIPAL DISPONIBILIZA UM TÉCNICO QUE ACOMPANHA DIARIAMENTE NOSSA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA. ATUALMENTE, ESSE TRABALHO É DESENVOLVIDO PELA FARMACÊUTICA GENERALISTA DINAMAR CHRISTINA GONÇALVES ERVILHA, CRF 22026.

A ÁGUA DO NOSSO MUNICÍPIO PASSA POR UM TRATAMENTO ADEQUADO QUE É FEITO POR DESINFECÇÃO SIMPLES PELO HIPOCLORITO DE CÁLCIO (CLORO ADEQUADO PARA ESSE TIPO DE TRATAMENTO, DIFERENTE DO CLORO DE PISCINA).

ALÉM DISSO, A ÁGUA É DEVIDAMENTE FILTRADA NA PRÓPRIA ESTAÇÃO, ANTES DE SER DISPONIBILIZADA PARA CONSUMO.

É REALIZADA ANÁLISE DE AMOSTRAGEM SEMANALMENTE E, MENSALMENTE A PROFISSIONAL RESPONSÁVEL EMITE RELATÓRIO DESSAS ANÁLISES.

ATRAVÉS DE UMA ANÁLISE FEITA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS, NOSSA ÁGUA FOI CONSIDERADA COMO “CLASSE I”, OU SEJA, DE ALTA QUALIDADE. NÓS TEMOS ESSE PRIVILÉGIO, GRAÇAS A DEUS.

EM RELAÇÃO AO AGROTÓXICO AINDA NÃO FOI PROVADO NADA. ESTÃO SENDO FEITOS ESTUDOS COM ESSA FINALIDADE E CASO EXISTA ALGUM PROBLEMA, ESSE NÃO SERIA APENAS DO NOSSO MUNICÍPIO E SIM DE NOSSO ESTADO, QUE É O MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ DO BRASIL.

AS ANÁLISES ESTÃO DISPONÍVEIS À TODA POPULAÇÃO QUE QUEIRA CONFERIR OS RESULTADOS.

POR: JOICE JACOMEL TAVARES DE AGUIAR.

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12 respostas para NOSSA ÁGUA

  1. Itelvino Eller Filho disse:

    Obrigado dra.Joice Jacomel Tavares de Aguiar,pela resposta fornecida as minhas dúvidas que os ignorantes entenderam como críticas destruidora,se eu não soube colocá-las com as palavras certas.Mais ficaria muito feliz de ter o xérox da última amostra deste tratamento para poder mostrar a pessoa que me questionou sobre a mesma.Infelizmente o povo não tem acesso a essas informações que são tão simples.Isto é uma preocupação de muitas pessoas de nosso município ,e que quando falo em políticos eles tem medo de repreensão.Sempre procuramos respostas para nossos problemas e nunca podemos obtê-la,pois as vezes nossos direitos são privados por tantas desculpas que ate desistimos de buscá-los que não é meu caso.Se temos informações,se lemos,se busca-mos nosso conhecimento e pq conhecemos.Este blog foi aberto a pagina de comentarios que foi o que fiz,e vc me deu a resposta,agora espero somente o xérox para poder tirar minha dúvida e a dúvida de quem me fez essa pergunta.Queria apenas um xerox não dos produtos usados no tratamento desta fonte de agua.O que quero e resposta se a água tem ou não hever com o indice de câncer de nossa gente.Quanto aos agrotóxicos qualquer pessoa que saiba ler e tenha conhecimento viu na prática o beneficio que ele traz a nós da comunidade.Os passaros de nossa fauna morreram a maioria depois destas aplicações,quem viu o antes e o agora pode falar.Agrotóxico que teria que ser banido de nossas lavouras.Não tenho que temer as palavras que escrevi, porque escrevi o que meu coração e mente quiseram perguntar.E ainda mais,moro num País de democracia onde tenho meu direito de ir e vir e até expressar.Obrigado.Itelvino Eller Filho.

  2. Heber Eller disse:

    Também concordo que nossa Água altocaparaoense seja uma das melhores da região e talvez, do Brasil.

    Quanto ao tratamento, vale lembrar que as medidas do Hipoclorito de Cálcio é que devem ser diferentes das medidas usadas em piscinas (acredito), porém o produto usado nas piscinas, também é o Hipoclorito de Cálcio (65%).

    Segue links para simples conferência:
    http://www.anvisa.gov.br/legis/portarias/113_93.htm

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipoclorito_de_c%C3%A1lcio

    http://www.quimesp.com/index.php?page=shop.product_details&category_id=6&flypage=flypage.tpl&product_id=99&option=com_virtuemart&Itemid=67

    http://www.crisagua.ind.br/crisagua.ind.br/obj/prodView.asp?idproduct=18

    http://www.buschle.com.br/arquivos/HIPOCLORITO%20DE%20CALCIO%202.pdf

    E quanto ao texto todo em caixa alta, fica ruim de ler pra caramba.

    ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Caixa_alta#Todas_as_letras_em_caixa_alta )

    Abraços

  3. Itelvino Eller Filho disse:

    Gostaria de saber como são feitas as limpezas dos filtros e um dia acompanhar nossos funcionários na limpeza desses tanques e dosagem dos produtos se for possível.Pq se for um direito meu ,sei que hipoclorito de cálcio(65%)é o mesmo usado em piscinas.Somente gostaria de saber,a medida do reservatório em litros de água e o quanto de produto e usado,vendo a embalagem do mesmo.Depois pela anvisa verificar o quanto está sendo usado se é correto.Porque pelo plano P.L.D.(plano de limpeza e desenfecção)poderia-mos obter respostas.Queria apenas acompanhar os funcionarios fazendo a limpeza desses reservatórios:
    nome comercial:Hiploclorito de cálcio.
    Denominação química:hiploclorito de cálcio hidratado,cal clorana.
    Formula:Ca(clo)2.
    características:Pó branco ou granulado.
    Aplicações:Utilizado no tratamento de piscinas,higienização de ambientes,entre outros.
    Classificação:OXIDANTE.oxidar é :fazer alguma coisa se combinar com o oxigênio:enferrujar.Pois minha pergunta é:Este e cloro usado aqui neste tratamento de água? Preciso saber se em medidas pequenas não fazem mal? ou se é cloro correto para tratamento de agua. Obrigado.Téo.

  4. Renato Mota de Aguiar disse:

    Gostaria de lembrar aos participantes desse debate um pouco da história de nossa água.
    Antes da emancipação de nosso Distrito, nossa água “cristalina” era captada diretamente no rio, passava por um pequenino sistema que servia exclusivamente para retirar as folhas da água. Não apenas uma vez, foram encontradas cabeças de bois e outros restos de animais logo acima da capitação. A água era recolhida abaixo da ponte de madeira que havia no local. No governo do Prefeito Delfino José Emerich foi construída a atual estação de tratamento de água. A COPASA, com recursos de fundos perdidos, realizou a construção e doou a obra para o Município, que deu em contra partida apenas o terreno. Agora o que poucos sabem, é que o mérito da construção da estação de tratamento de água não foi político, mas se deve muito mais aos vários estudos que foram realizados em nossa água pelos alunos da UFMG, coordenados pelo agora menosprezado “Marcão”, cidadão de Alto Caparaó, com título merecidamente concedido pelos primeiros vereadores do nosso Município. Foi à gestão do professor Marcão e da UFMG, junto a COPASA que conseguiu a estação de tratamento de água para o Município, que passou a captar a água bem mais próxima do Parque Nacional. Em uma das últimas e saudosas palestras em que tive a oportunidade de ouvi o professor Marcão, ele demonstrou através de análises, que até na água do Vale Verde havia presença de agrotóxicos, que eram levados possivelmente pelo vento. O governo do Prefeito José Jacomel Júnior tem promovido constantes melhorias no Sistema. A falta de água que ocorreu recentemente está mais relacionada ao desperdício dos usuários do que má gestão ou falta de água. Desde que foi construída, sempre foram realizados exames na água e sempre houve um técnico responsável. Eu já tive a oportunidade de ver vários desses exames que foram realizados em nossa água. Prezado Itelvino, somente quem perdeu um parente com câncer sabe a dor que é ver a pessoa lutar pela vida. O aumento do diagnóstico do câncer pode estar relacionado a vários fatores, como a água, a alimentação, o habitat, agrotóxicos e também propensão genética. Também está relacionado ao aumento da capacidade da ciência em diagnosticar a doença. Acredito que antigamente muitas pessoas morriam de câncer, mas ninguém ficava sabendo.

  5. joice Jacomel Tavares de Aguiar disse:

    Ok Itelvino. Você pode procurar a Farmacêutica Dinamar, que fica na farmácia do Posto de Saúde de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Ela é a profissional responsável. Poderá lhe fornecer cópia das análises, além de lhe mostrar como o tratamento é realizado e os produtos utilizados. Isso vale para qualquer cidadão que queira acompanhar de perto esse trabalho.

  6. lovantino disse:

    Eu não costumo entrar nos debates, gosto de observa e aprender com eles, mas vou dar aqui a minha contribuição.
    O Município de Alto Caparaó é privilegiado pelos recursos hídricos que tem. Não existe em nossa região outro Município tão rico em água do que o nosso.
    O que falta é um pouco mais de valorização e cuidado dos proprietários com esse líquido da vida. Precisamos cerca as nascentes e deixar o mato ao redor regenerar naturalmente.
    A Prefeitura através do Departamento Municipal de Turismo e Meio Ambiente está a disposição para orientar e ajudar os proprietários a tomarem os cuidados necessários para preserva as nascentes.
    Em relação à matéria que foi postada sobre o estudo que será feito nas águas de Manhuaçu pela UFMG, é bom salientar que o estudo vai sim ajudar outros Municípios, pois Manhuaçu é um grande produtor de Café como Alto Caparaó e região. O que for encontrado na água em Manhuaçu poderá também ser encontrado em outros lugares e os devidos cuidados que forem adotados lá poderemos adotar aqui.
    Podemos dizer com segurança que muitas coisas benéficas tem sido realizadas em Alto Caparaó quando o assunto é a qualidade da água, a construção da estação de tratamento é um grande e importante avanço, o trabalho da EMATER com os produtores rurais orientando os mesmo como utilizar e aplicar os defensivos agrícolas tem sido importante pois os mesmos são orientados a não jogarem os defensivos perto de nascentes e córregos
    Para termina, gostaria de dizer que o debate é muito importante, traz a tona a força da Democracia.
    Fico muito feliz em poder proporcionar com esse humilde Blog a oportunidade de debatermos os mais variados assuntos.

  7. Itelvino Eller Filho disse:

    concordo com vc Renato Aguiar,pois ví uma amostra da agua que foi tirada análise lá perto do pico cristal naquela lagôa que todos que foram conhecem. Foi ´nesta amostra que descobri que nessa agua tinha produtos toxicos em pequena quantidade.Ai perguntei o pq? Se num lugar alto e preservado ,como lá,como teria chegado agrotoxico?.Me responderam que atravéz do vapor das chuvas e no sistema de evaporação,quando chovendo de novo poderia ja estar contaminado,dando então diferença na análise desta agua.Concordo muito com vc que possa ser genético de geração para geração.
    Conheço o sistema de tratamento de nossa cidade,pois tive o prazer em ajudar a construí-los.Pois minha dúvida é:pq o aumento tão violento dessa doença de uns 6 anos pra cá?.Isso que não consigo entender e tenho curiosidade de ver um resultado detalhado dessa amostra,não para saber dos produtos usados,mais para detalhar as substâncias que contem na água em geral.Só esta minha dúvida.Itelvino Eller Filho.Foi quando comentei que os politicos poderiam nos dar esta resposta.

  8. Itelvino Eller Filho disse:

    É por isso que não me acho apático a situação, e mau informado,pois apenas quero tirar minhas dúvidas que é de direito meu.E no meu direito sempre vou lutar para obter resposta.Pois eu sei que meu direito vai até onde começa o direito de meu semelhante.Por isso que procurei um blog particular e não um da prefeitura para tirar minha dúvidas,pois não estou aqui para jogar pedras nem condenar ninguém,pois às vezes usamos palavras mais rudes para obter-mos respostas.Não critiquei trabalho de ninguém nem citei nome de pessoa alguma,só não entendo o pq,de tanta ironia escrevendo o texto em caixa alta para intimidar sendo desagradávél até para ler.São minhas palavras ,e se tem alguém que possa achar bom ou ruim e o dono do blog.se ele determinar que não posso fazer meus comentários,terei o prazer de não acessá-lo.Pois sou uma pessoa que respeito os direitos dos outros.Curto este blog,acesso suas informações diariamente e sou amigo do dono.Valeu José Carlos por deixar minha matéria de dúvidas em seu blog,e dizer a vc que sempre pode contar com matérias para ajudá-lo.Seu blog pra mim e show.Criticam vc,mais gosto, e sou fâ do seu trabalho.Pois tenho coragem de dizer a verdade cara a cara,sem temer.Amigo vc fez pouco caso da matéria que te passei.to de olho em vc.Itelvino Eller Filho.

    • lovantino disse:

      Caro Itelvino, não consqui posta a matéria que você passou a respeito do ótimo treinamento que vocês motoristas da Prefeitura tiveram. Gostaria de parabenizar a Prefeitura e o Chefe de Transporte e todos os motoristas pelo curso.
      O problema é que o meu notebook não consequiu abrir as fotos e tão pouco a matéria. Seria e como é muito importante publicar matérias como a que você passou, pois assim estariamos informando ao mundo que a Prefeitura está preocupada como sempre com todas as questões que a envolve.
      Ainda é de meu interesse a matéria, caso você ainda a tenha e quizer me passar estarei pronto para publica-la, pois esse é o dever do Blog.
      Desde já muito obrigado.

  9. Flávia Mendes disse:

    É de vital importância para a saúde pública que a comunidade conte com um abastecimento seguro que satisfaça as necessidades domésticas tais como o consumo, apreparação de alimentos e a higiene pessoal, com isso os cofres publicos economizam em gastos com a saúde. Assim como o Poder Publico Municipal está orgulhoso em demostrar a qualidade de nossa água, deveria também se preocupar com a situação de uso INDISCRIMINADO DE AGROTÓXICOS EM NOSSO MUNICIPIO, que com certeza está contaminando a água, destruindo nossa fauna e a saúde dos munícipes. NÃO PODEMOS CONCORDAR COM A PROCURADORA DO NOSSO MUNICIPIO QUANDO ELA DIZ NO TEXTO, “E CASO EXISTA ALGUM PROBLEMA, ESSE NÃO SERIA APENAS DO NOSSO MUNICÍPIO E SIM DE NOSSO ESTADO, QUE É O MAIOR PRODUTOR DE CAFÉ DO BRASIL”. PRECISAMOS MUDAR NOSSA CONCIENCIA, A MUDANÇA COMEÇA NOS PEQUENOS. É SÓ UMA QUESTÃO DE ATITUDE E PREOCUPAÇÃO COM O BEM ESTAR DA POPULAÇÃO. O poder Executivo precisa se inteirar mais desta situação, convide o Prefeito, vereadores e façam uma visita as propriedades rurais e vejam como estão sendo disponibilizados as embalagens vazias de agrotóxicos, muitas dessas embalagesn são reutilizadas, são dispensadas em corregos, nascentes de água nomalmente como uma embalagem qualquer; E quanto aos trabalhadores que aplicam estes produtos será que estão com equipamentos adequados? (Até funcionários públicos aplicam este tipo de produto sem equipamentos). Isto é causa de saúde pública; Os governantes precisam se concientizar uma vez que nosso municipio tem como poder economico a agricultura/cafeicultura de forma que a maioria dos cidadãos altocaparoenses estão de forma direta e indireta vinculados a estes produtos quimicos. Alto Caparaó tem que fazer valer o eslogam “Águas Cristalinas que descem das Colinas”

    • lovantino disse:

      Quando o produtor vai comprar os defencivos agricolas ele é orientado pelo vendendor qual o procedimento legal que o mesmo deve adotar com as embalagens vazias.
      O Agricultor deve devolver as embalagens vazias na unidade de recebimento indicada pelo revendedor no corpo da nota fiscal.

      No passado muitos produtores jogavam discriminadamente agrotóxicos, hoje existe por parte dos mesmo um cuidado maior. Os produtores são orientados pelo técnico da EMATER, e com isso os produtores estão produzindo um café de qualidade.
      Eu, como responsável pela Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente tenho visitado alguns produtores e posso dizer aqui que a maioria está consciente dos riscos que correm quando utilizam incorretamente os defensivos agrícolas
      Também visitei as lojas que vendem os defensivos agrícolas e constatei que realmente os produtores estão entregando as embalagens vazias.
      Infelizmente, ainda tem, claro, produtores que não tem a consciência e preocupação em devolver as embalagens e infelizmente jogam em qualquer lugar.

      O fabricante, vendendo e produtor são responsáveis pelo destino das embalagens vazias, O não cumprimento destas responsabilidades poderá implicar em penalidades previstas na legislação específica e na lei de crimes ambientais (Lei 9.605 de 13/02/98), como multas e até pena de reclusão.

      Gostaria de dizer também que criamos a APA (área de proteção ambiental) de Alto Caparaó, o conselho já foi formado e essa APA abrange toda as áreas de mata do Município de Alto Caparaó. Através do conselho iremos proporcionar para os produtores um trabalho de educação ambiental e assim ficaremos mais próximos dos produtores.
      Caso alguém tenha interesse em saber mais sobre a APA de Alto Caparaó pode me procurar na Prefeitura ou ligar no meu celular 84263949

  10. Marcos Antonio Nicacio disse:

    A todos, desculpem pelo tamanho do texto, mas encaminho alguns dados sobre a questão dos agrotóxicos, do cancer, das verminoses, etc:

    1) Sobre o Programa de Educação Ambiental em Caparaó: Proposta de Construção de uma Comunidade de Aprendizagem

    O Programa de Educação Ambiental em Caparaó, iniciado em 1985, detectava e colocava em discussão nos encontros e conferências municipais a questão do agrotóxico na região.
    Com o apoio da Fundação W.K. Kellogg para a Proposta de construção de uma comunidade de aprendizagem, no período de 1999 a 2003, foram propiciadas ações na Área de Meio Ambiente, em interação com as outras áreas do Projeto – educação, saúde, cultura, trabalho, comunicação – num trabalho social.
    A partir da discussão da Gestão Ambiental na região dos Municípios de Caparaó e Alto Caparaó; envolvendo os profissionais locais direta e indiretamente ligados à questão, as comunidades escolar e geral, bem como os alunos do Coltec (oportunizar uma sensibilização e uma formação técnica), foi apresentada uma demanda da Oficina de Planejamento da Gestão Participativa da Área de Proteção Ambiental Municipal de Caparaó, quando foi solicitado o desenvolvimento de um monitoramento de agrotóxicos no município.
    Construiu-se, então, a proposta de trabalho “Avaliação do impacto ambiental do uso de pesticidas em lavouras nos Municípios de Caparaó e Alto Caparaó – Minas Gerais: contaminação da água” que tinha como objetivo principal diagnosticar e avaliar, junto com as comunidades, a qualidade de suas águas quanto ao uso de agrotóxicos; contribuindo para que as mesmas construam um conhecimento sobre a realidade vivida.
    O uso de agrotóxicos leva toda uma comunidade (aplicadores, trabalhadores rurais, comerciantes, comunidade geral, etc) a uma exposição a riscos, sendo a segunda causa de morte no Brasil – câncer, de acordo com a saúde no trabalho, ocupacional.
    O histórico desta relação comunidade – agrotóxico na região da Serra do Caparaó é muito antiga, e a oportunidade de desenvolver este estudo através do apoio da Fundação Kellogg ao Projeto Comunidade de Aprendizagem foi única.
    É papel fundamental trabalhar para vencer: a discriminação, o preconceito, a distância em relação ao outro; a caracterização de que fez alguma coisa errado, sem conhecimento (entendimento e não informação) ou de se sentir culpado; o desconhecimento da história, da cultura, do saber, do outro.
    Contribuiu-se então para: a compreensão de que a água é patrimônio social; o acesso a água é direito humano; a água é um fluxo; a percepção de que conhecer a água e os agrotóxicos, com suas características e propriedades, transcende a abordagem numérica prevista na legislação; a formação de um grupo que construa um conhecimento sobre água e agrotóxico, podendo participar do processo de Gestão da Água (monitoramento, vigilância, ações e etc) nos municípios de Caparaó e de Alto Caparaó; o aumento do grau de emponderamento (poder de organização, participação, solidariedade, integralidade, diversidade, cuidado com o outro) em algumas comunidades rurais (exemplo: Galiléia); contribuindo para o exercício da cidadania, da melhoria da qualidade de vida, para a recuperação e conservação ambiental; apoiar o desenvolvimento de temas transversais na educação, dentre outros.
    A contribuição na formação de alunos nas áreas de gestão e saúde ambiental, através de uma formação básica e técnica integrada nas áreas da saúde, meio ambiente, educação, cultura e memória histórica; do envolvimento em projetos de pesquisa na comunidade e em seu ambiente natural; na contribuição para a sustentação de uma gestão participativa ambiental local e no acompanhamento de projetos que procurem dar respostas concretas a problemas concretos da comunidade; é extremamente importante na construção de competências no ensino profissional, que envolvem a questão da ética, foi importante para repensar o modelo de ensino profissional tradicional.
    I – Resultados
    No município de Caparaó foram coletadas 64 amostras sendo que: 4 apresentaram 0% de inibição, 52 mostraram-se abaixo do máximo legal e 8 superaram o limite de 20% de inibição enzimática [Portaria n° 1469 do MS (artigo 14, parágrafo 2) de 29/12/2000]. No município de Alto Caparaó foram coletadas 21 amostras que apresentaram os seguintes resultados: 15 posicionaram-se abaixo de 20% de inibição, 1 igualou-se com o máximo permitido e 5 superaram o limite de 20% de inibição da enzima. Detectamos, então, a presença de pesticidas em cerca de 95% das amostras, isto é, nove em dez amostras. Por outro lado, uma em oito amostras apresentou-se acima do parâmetro legal.
    A COPASA, frente aos resultados do estudo, fechou a captação de água do córrego Deus me Livre e de seu poço artesiano na cidade de Caparaó.
    Pelo conjunto de seus trabalhos desenvolvidos na região, a aluna bolsista Ana Paula Lima Cerqueira foi homenageada pela Câmara Municipal de Caparaó como Cidadã Honorária, concedido em 20/12/2003, de acordo com a Resolução n° 121/03 de 26/11/2003.

    Foram encontradas resistências de algumas pessoas e Instituições, pois discutir a questão do agrotóxico é envolver de alguma forma a vida cotidiana das pessoas que nem sempre estão abertas para as discussões desse tipo, porque envolvem conflitos da hierarquia de valores (econômico, privado, individual, doença X vida, saúde, coletivo, social) bem como do modelo institucional, a filosofia e abordagem do processo educativo institucional, entre outros.
    Conforme Wanderley Guilherme dos Santos, quando as pessoas, mais expostas, moradoras de áreas afetadas, se mobilizam por suas demandas e falham, o custo do fracasso é alto: pode ser, por exemplo, a perda do emprego, a marginalização. O status quo piora, mesmo com uma ação coletiva, porque há um risco implícito.
    Não há uma rede de proteção (que existe constitucionalmente) a apoiar as pessoas e comunidades em risco. Há uma real necessidade de uma ação elevada do estado, neste caso específico dos agrotóxicos, a nível estadual e principalmente federal.
    Observamos estes aspectos através de alguns depoimentos.
    Sobre conhecer o meio ambiente: “… a bacia do Córrego Vai e Volta, que é uma micro bacia com influência grande na questão da captação de água para abastecimento da sede do município, bem como das 40 famílias que residem lá.”; “mas principalmente aqui, numa região muito montanhosa, nós temos muita água” Dúlio; “Achávamos que por estarmos próximos a um Parque Nacional nossa água era de qualidade, uma água limpa… “ Rafael.
    Sobre as razões existentes para o uso:“ainda existe aquele conceito de que só se produz se utilizar o tal agrotóxico, nessa ou naquela escala.”; “Qualquer agrotóxico é utilizado, mas tem que utilizar um agrotóxico.”; “Não pode suprimir o uso, não pode diminuir o uso, porque é danoso, porque não produz.”; “É complicado porque já existe a cultura de consumo de agrotóxico que veio com o IBC, que veio com a fronteira agrícola do café, etc e tal… “ Dúlio; “… tem grandes proprietários lá que a cabeça dele foi feita para isso; ele continua jogando” “Essa questão do grande ter mais recursos e não pensar no pequeno, na saúde num todo.” Ana; “… porque a gente tinha uma idéia de que poderia vir a acontecer… “ Ronaldo.
    Sobre conhecer o problema: “… nós tínhamos um problema seríssimo com o uso indiscriminado de agrotóxico”; “o agrotóxico é utilizado em larga escala” Dúlio Garcia Sepúlveda – ex-Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Caparaó; “A gente sabe que é um problema seríssimo na comunidade” Mara; “… infelizmente pessoas próximas até à gente, usavam o agrotóxico” Ana; “Então a gente percebe muito na fauna, logo após a aplicação desses defensivos, ela chega a perder sua vida, então quer dizer, se isso desce para o nosso manancial, afeta a gente.” Rafael; “A gente não tinha conhecimento de qual era a nossa real situação.” Rafael; “ … não pensam neles, na família, nem na comunidade” Ana; “Isso não era um assunto tocado porque as próprias pessoas da comunidade aceitavam isso naturalmente” Mara.
    Sobre a dificuldade de se debater a questão: “… mas ninguém tinha tido coragem de levantar esse problema, de mostrar isso para a comunidade, de enfrentar esse problema” Mara; “… a prefeitura não tem como investir numa pesquisa” Rafael.
    Sobre o controle ou proibição do uso: “… tínhamos as pressões vindas, ora dos proprietários, ora dos vendedores. E ora da comunidade científica.” Dúlio; “sempre um grupo que é contra o agrotóxico, e esse grupo é que mobiliza” Ana.
    Sobre a pesquisa a ser desenvolvida: “… precisava ter uma base fundamentada…” Dúlio.
    Sobre o impacto emocional do resultado da pesquisa: “Foi um fato muito esclarecedor e muito assustador…” Dúlio; “Foi um choque muito grande” Ana Maria Batista Brinate – professora E.E. Francisco Lentz, Caparaó/MG; “… acredito que foi a primeira vez que se falou sobre isso.” Mara González Souza – ex-Diretora E.M. Eugênio T. Silva/Alto Caparaó/MG.
    Sobre o impacto técnico do resultado da pesquisa: “que nos trouxe … um embasamento científico muito bom” Dúlio; “… elas trouxeram as informações que a gente precisava…” Rafael; “Quando o pessoal da equipe realizou o trabalho e definitivamente comprovou a evidência, a existência de agrotóxicos na água, aí não tinha mais o que se discutir.” Ronaldo; “… trouxe a possibilidade da gente conhecer qual é a nossa situação” Rafael Santana Faria – Secretário de Turismo e Meio Ambiente da PM Alto Caparaó; “Então foi assim uma mobilização … procuramos conversar com algumas pessoas” Ana; “… mas pelo menos começou a falar sobre isso.” Mara; “… contribuíram para alertar a comunidade sobre os riscos de contaminação” Ronaldo Alves Fumiã – EMATER/Caparaó.
    Sobre a comunicação dos resultados da pesquisa: “ … um “pepino” enorme porque como é que vai se fazer para passar para a comunidade essas informações …” Dúlio; “… mas nunca tínhamos tido um resultado definitivo afirmando definitivamente que a gente tinha base científica para afirmar que estava acontecendo contaminação.” Ronaldo; “… acredito que hoje, pelo menos algumas pessoas já se conscientizaram com relação a isso; já deixaram de usar.” Mara
    Sobre o que é necessário para decidir fazer/agir: “quais são as medidas que vamos tomar para evitar que isso aumente, isso piore?” Dúlio; “… é um desafio que nós temos na nossa comunidade, no município e no país” Ana
    Sobre a repercussão em não decidir fazer/agir: “… pudemos observar como estamos e como podemos ficar caso não façamos nada!” Dúlio.
    A comunidade do Calixto (17 adultos e 14 crianças), em Alto Caparaó, em reunião de 27/11/2002 assim se expressou: “Maioria usa agrotóxico, não faz orgânico.”; “Mudar é difícil, cabeça não confere, é muita ganância dos outros.”; “Como começar diferente?”; “Nós somos da roça mas não somos bobos. Não pensamos da mesma maneira mas podemos pensar igual.”; “Nós jogamos (baysiston) uma única vez e se arrependimento matasse …”; “Os vendedores vêm na porta … aumenta produção … quem não usar … vai perder.”; “O grande joga prô pequeno trabalhar lá.”; “Jogaram no meio do caminho e o pessoal passou e adoeceu.”.

    “Como é também que vamos passar, vamos transferir isso para outras comunidades ?”; “De que maneira vamos expandir este processo ?”; “… a Copasa tem um reservatório de captação de Rio Manso, que abastece toda zona norte de Belo Horizonte e em torno desse reservatório é um cinturão de produção de horti-fruti-granjeiros e a quantidade de agrotóxico lá é imensa! Eles utilizaram o trabalho feito aqui em Caparaó como base para análise lá. Só que quando foram lidar com a comunidade, tiveram seríssimos problemas e está parado o projeto, eles não conseguiram levam adiante porque lá, a dependência de agrotóxico é muito maior do que a nossa !” Dúlio
    A continuidade dos estudos na região é necessária e a ampliação destas ações dependem de uma aliança entre instituições municipais, estaduais e federais, e as comunidades, principalmente aquelas à margem, no todo ou em parte, de todo o processo produtivo.

    A partir de 1999, o projeto proporcionou as seguintes atividades com relação ao envolvimento das populações alvo: apoio à implantação da Área de Proteção Ambiental Municipal de Caparaó – reconhecimento da região e das micro bacias e de seus atores sociais locais; desenvolvimento do sub-projeto “Avaliação do impacto ambiental do uso de pesticidas em lavouras nos Municípios de Caparaó e Alto Caparaó – Minas Gerais: contaminação da água” – reuniões comunitárias sobre “Água e agrotóxico” nos dias 19/10/2002 em Alto Caparaó/MG e 29/10/2002 em Caparaó/MG; desenvolvimento do subprojeto “Avaliação dos impactos ambientais do uso de agrotóxicos na micro bacia do Córrego do “Vai e Volta” – levantamento preliminar das 47 famílias que residem nesta micro bacia; 1ª Reunião Comunitária para esclarecimentos sobre o trabalho e participação da comunidade (23 adultos e 08 crianças), em 05/07/2001; 2ª reunião comunitária para o retorno dos resultados do estudo e discussão (16 adultos, 5 crianças, 19 representantes de instituições), em 14/03/2002; tema água e agrotóxicos foi trabalhado com os cursistas do 3º módulo do “Curso de Aperfeiçoamento em Educação, Saúde e Meio Ambiente” em Caparaó e Alto Caparaó.
    Proporcionou as seguintes atividades com relação à construção de parcerias e alianças entre o COLTEC/UFMG; COPASA; UERJ; CAESB; FUNASA/DF e JF, FIOCRUZ/PE, SES/MG; EMATER, IBAMA – ParNa Caparaó e DF, IEF/Manhuaçu, PM Caparaó; PM Alto Caparaó; Comunidades de Caparaó e de Alto Caparaó, Instituto Mexicano del Seguro Social, Circuito Turístico do Pico da Bandeira, Câmara Municipal de Alto Caparaó: apoio à implantação da Área de Proteção Ambiental Municipal de Caparaó – contatos institucionais; oferta da Oficina de Intercâmbio e Planejamento, (04 a 06/07/2000); oferta do curso de Gestão Participativa de Unidades de Conservação (21 a 24/11/2000); desenvolvimento do sub-projeto “Avaliação do impacto ambiental do uso de pesticidas em lavouras nos Municípios de Caparaó e Alto Caparaó – Minas Gerais: contaminação da água” – construção participativa do sub projeto; capacitação de estagiária rural em análise química orgânica de águas na COPASA/MG e UERJ (26 a 28/03/2001); análise química orgânica de amostras de águas; adaptação da metodologia de pesquisa de agrotóxicos em água pelo método de inibição enzimática na COPASA; construção do Procedimento Operacional Interno da COPASA/MG para a análise de rotina de agrotóxicos organofosforados e carbamatos pelo método de inibição enzimática; apresentação deste Estudo de Caso no curso de Vigilância Ambiental em Saúde da SESMG/DRS – Manhumirim, 26/04/2002; participação e apresentação de painel no Encontro Nacional de Agroecologia – ENA, 30/07 a 02/08/2002; RJ/RJ; participação e apresentação de trabalho no Encontro de Laboratórios da COPASA, 21 a 23/08/2002; Varginha/MG; apresentação, a convite da Câmara Municipal de Alto Caparaó/MG dos Resultados das Análises de Pesticidas em Águas no Município de Alto Caparaó, 16/05/2002; reunião comunitária no Córrego Vai e Volta, 14/03/2002; participação e apresentação de painel no VII Ecotox – Congresso Brasileiro de Ecotoxicologia, 06 a 09/10/2002, Vitória/ES; reunião comunitária sobre “Água e agrotóxico”, dia 19/10/2002, Alto Caparaó/MG; na reunião do Rotary Clube de Alto Caparaó, em reuniões com as Prefeituras Municipais de Alto Caparaó e Caparaó; desenvolvimento do sub-projeto “Avaliação dos impactos ambientais do uso de agrotóxicos na micro bacia do Córrego do “Vai e Volta”, a atividades realizadas foram: 1ª Reunião Comunitária Córrego do Vai e Volta; 2ª reunião comunitária Córrego do Vai e Volta.
    As parcerias foram de vários níveis, partindo do reconhecimento (valor de aceitação), conhecimento (interesse), colaboração (reciprocidade), cooperação (solidariedade) e alcançando a associação (confiança). A aliança, como articulação, em rede, dos diversos atores em função dos objetivos comuns de análise de agrotóxicos na água, e que disponibilizam recursos humanos, materiais e financeiros para aprender conjuntamente nesse processo, ocorreu entre o COLTEC, a COPASA e as Prefeituras.

    O método de análise apresenta uma sensibilidade da ordem de uma parte por bilhão (ppb), enquanto os outros apresentavam sensibilidade na ordem de parte por milhão (ppm), como a cromatografia gasosa.
    Era uma metodologia nova não somente para a COPASA/MG, mas para o Brasil. As análises via cromatografia somente detectam os princípios ativos que não sofreram degradação. O método enzimático detecta também os produtos de degradação, que são em sua maioria mais prejudiciais do que os substratos primários.
    No Encontro Nacional de Agroecologia – ENA, realizado na cidade de Rio de Janeiro, entre 30/07 a 02/08/2002, foram aceitas propostas apresentadas pelo projeto ao Grupo 7º de Trabalho Temático “Manejo de Recursos Hídricos” (conforme Anais, página 90), a saber: “Propostas: (…) Construir grupos de trabalho locais, regionais e nacionais para discussão e formulação de proposições sobre o tema “Água e agrotóxicos”, visando influir nas políticas agrícola, industrial, de saúde, de educação, ambiental e de águas. Construir acordos comunitários nas microbacias para a gestão da água. Construção de “comunidades de aprendizagem” nas microbacias, envolvendo crianças, jovens, adultos e idosos, profissionais de todas as áreas e instituições como escolas, igrejas, fazendas, postos de saúde, comércio, indústria, etc. (…)”
    O Prefeito Municipal de Caparaó, no Encontro Regional da COPASA com os Prefeitos e Vereadores da Zona da Mata e Vale do Aço, Ipatinga/MG, 06/05/03, apresentou emenda à Política de Desenvolvimento Tecnológico da COPASA, Diretriz: incorporar tecnologias novas e adequadas (página nº 15): “Constar que a COPASA dotará os escritórios regionais de equipamentos de análise da água para agrotóxicos e outros.”.
    Representantes das comunidades de Caparaó e de Alto Caparaó e das escolas locais decidiram organizar um grupo que discuta nas comunidades rurais a questão dos agrotóxicos com o objetivo de buscarem soluções conjuntas. Em 04/10/2002 foi realizado o 1º Seminário de Agricultura Orgânica da Serra do Caparaó, sob a coordenação da Emater-MG, Prefeitura Municipal de Caparaó, IBAMA – Parque Nacional do Caparaó e Projeto Doces Matas.
    A Reunião “Água e agrotóxico” do dia 19 de outubro de 2002, na Escola Municipal Eugênio Tavares da Silva, em Alto Caparaó/MG contou com a presença de 23 representantes de Caparaó e também a presença de 09 representantes de Alto Caparaó e a presença de 09 representantes externos.
    Na Reunião “Água e agrotóxico” do dia 29/10/2002, foram apresentadas propostas de trabalho: “Levar o trabalho para cada comunidade, depois as lideranças participam.” Valdéia; “Trabalhar com adolescente a médio e longo prazo, colocá-los preocupados.” Ainda; “Em nome da EMATER, apresento a Proposta de Trabalho Conjunto.” Ronaldo Fumiã; “A COPASA fechou a Captação do córrego Deus-me-livre e o Poço Artesiano na cidade de Caparaó. Pode participar com o SIPAM, da divisão de Meio Ambiente.” Geraldo Teixeira – COPASA; proposta de manejo comunitário participativo – “Acordo Comunitário”, instrumento legal para o controle e conservação de recursos naturais, que pode se tornar Portaria Normativa Complementar (IBAMA); convocar Conferência Municipal de Educação, Saúde, Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, para a discussão desta questão da Gestão das Águas como tema de integração, de interação, de transversalidade para a comunidade de cada município e eleger os membros dos respectivos Conselhos Municipais de Educação, Saúde, Meio Ambiente; convocar Conferência Municipal para a Gestão das Águas, discutindo-se a questão das águas para a comunidade de cada município e eleger os membros de um Conselho Autônomo para a Gestão das Águas Municipais, ou um CBH – Rio Caparaó/Rio Itabapoama; adequação do espaço da Estação de Tratamento de Água de Caparaó, sob a responsabilidade da COPASA, à programas de conhecimento do entorno da “cidade educativa”, em um serviço pedagógico do equipamento de tratamento d’água, da educação do olhar a bacia hidrográfica do manancial de captação (com sua ocupação, sua produção, seus problemas, seu ambiente, suas comunidades, etc), de experimentar com objetos, etc; encaminhar à diversas Instituições, como SES/MG, UFMG, MS, FUNASA, solicitações e se for o caso, projetos construídos pela própria Comunidade/Comitê/Conselho(s) com o apoio de consultores se necessário, para o estudo sobre o processo de produção rural e a saúde da população rural e urbana dos municípios; construir e ofertar curso(s) de formação sobre a questão ambiental em geral e particularmente, sobre a questão da água, construindo e desenvolvendo conceitos e conhecimentos para a reflexão da relação homem – natureza.”.
    Nesta reunião foi formado um Grupo Local de Coordenação que se reuniu pela primeira vez no dia 05/11/02 na Prefeitura Municipal de Caparaó.
    Nos Planos Decenais Municipais de Educação de Caparaó e de Alto Caparaó foram aprovadas as propostas de construção de um curso de qualificação e, posteriormente, técnico sobre a cafeicultura, como possibilidade de alavancar o conhecimento local sobre o café e possibilitar a mudança tecnológica desta prática agrícola, levando a uma melhor renda individual, familiar e do produtor, com a redução dos impactos ambientais.

    (este texto foi encaminhado ao Prêmio ANA 2006 – Agência Nacional de Águas)

    2) Dados sobre …
    Morbidade hospitalar por neoplasia 2006)
    [Fonte: http://www.datasus.gov.br]
    Minas Gerais – 5,5% (7ª causa)
    Alto Caparaó – 4,6% (6ª causa)
    Alto Jequitibá – 6,2% (6ª causa)
    Caiana – 7,4% (6ª causa)
    Caparaó – 11,3% (3ª causa)
    Divino – 7,8% (7ª causa)
    Espera Feliz – 11,2% (3ª causa)
    Luisburgo – 6,0% (6ª causa)
    Manhumirim – 5,1% (5ª causa)

    Óbitos por neoplasia/local de residência (2004)
    [Fonte: http://www.datasus.gov.br]
    MinasGerais – 15,0% (3ª causa)
    Alto Caparaó – 21,4% (3ª causa)
    Alto Jequitibá – 18,9% (2ª causa)
    Caiana – 28,6% (2ª causa)
    Caparaó – 7,1% (2ª causa)
    Divino – 7,6% (5ª causa)
    Espera Feliz – 11,2% (4ª causa)
    Luisburgo – 4,2% (4ª causa)
    Manhumirim – 10,0% (4ª causa)

    3) Em 1989 foram realizadas análises das águas do rio Caparaó entre o Parque Nacional do Caparaó e o final da cidade de Alto Caparaó.
    As análises bacteriológicas das águas de Alto Caparaó deram: captação de água (parada) 920, captação de água (corrente) 1.600, rio Caparaó (fora do ParNa Caparaó) 95, rio Caparaó (depois da cidade) 250 NMP de coliformes em 100mL de água (Padrões aceitáveis de saúde, o NMP de coliformes é 10 em uma única amostra dentre 10 amostras anuais).

    4) As análises bacteriológicas (coliformes totais e fecais) de 11 amostras de água realizadas pela COPASA, coletadas em 28/06/1990 na cidade de Alto Caparaó, revelou que 5 estavam adequadas e 6 inadequadas ao consumo humano (de acordo com Guias OMS/93). A situação encontrada na distribuição de água para a cidade revelou-se imprópria na captação e antes da cloração, tornando-se adequada após, confirmando as observações em anos anteriores sobre a contaminação por esgoto doméstico do córrego de captação.

    5)Principais verminoses encontradas em 319 exames parasitológicos positivos (Posto de Saúde de Alto Caparaó/1991): Giárdia lamblia 60%, Entamoeba histolytica 33%, Entamoeba coli 32%, Ascaris lumbricoides 22%, Ancilostomideo 15%, Schistosoma mansoni 3%, Enterobius vermicularis 3%, trichuris trichiura 2%. As três primeiras parasitoses têm a veiculação hídrica como uma das principais vias de contaminação.

    6)Levantamento sócio-econômico, de saúde e ambiental em 03 comunidades rurais do município de Alto Caparaó, envolvendo 91 famílias, 416 pessoas (10,78% de 3.957 habitantes).
    Origem da água de uso doméstico: mina d’água 65, poço ou cisterna 18, rio ou córrego 09, pasto 01, não sabe 01. Destino do esgoto doméstico: rio ou córrego 70, fossa 07, pasto ou lavoura 06, brejo 06, terreiro ou quintal 05, mato 01, latão de lixo 01. Destino do lixo doméstico: queima 65, joga lavoura ou pasto 15, joga rio ou córrego 12, enterra 08, joga em lugar desconhecido 06, joga quintal 04, joga mato 03, joga terreiro ou barranco 02, joga “longe” 02, joga buraco 01, joga a céu aberto 01, joga no brejo 01, joga no lixão prefeitura 01, joga rua ou estrada 01. Problemas ambientais locais: agrotóxicos 09, leishmaniose 08, desmatamentos, rio sujo 04, lixão prefeitura 03, vermes 02, lixo 02, esquitossomose 02, esgoto 02, água péssima 02, poluição 01, construção represa 01, pouco mato 01, abalo de terra 01, caça 01.

    Espero que possam refletir e debater sobre estes dados, bem como outros mais atualizados, como no Data SUS.

    Abraços a todos

    Marcos Antonio Nicacio
    COLTEC/UFMG

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