260 mil bolsas de sangue

Estava lendo uma reportagem que dizia: “Brasil inutiliza 260 mil bolsas de sangue por falha em estocagem.”Segunda a matéria que lhe na Folha de São Paulo no dia 25 de outubro, o nosso país inutilizou parcialmente 260 mil bolsas de sangue armazenadas em hemocentros em São Pulo e Minas.

Auditoria concluída em julho pela empresa francesa LFB, contratada pelo Ministério da Saúde para processar o plasma do sangue recolhido, apontou que não foi feita verificação adequada da temperatura do material, além de falhas na limpeza, poeira e fungos.

Com isso, a empresa se recusou a produzir a partir do plasma recolhido os fatores de coagulação 8 e 9, utilizados no tratamento de hemofilia. O volume, segundo o Ministério da Saúde, seria suficiente para atender a necessidade pelos produtos por uma semana.

Fonte Folha São Paulo, (Folha Onlaine)

Todos os dias vemos propagandas na TV pedindo para que a população doe sangue, pois infelizmente menos de 2% dos brasileiros são doadores de sangue. Infelizmente muitos hospitais têm em seus estoques pouco sangue que dê para atender emergenciais e urgências, aqui mesmo em nossa região estive no Hospital da cidade vizinha e a enfermeira responsável me disse que o mesmo estava quase sem sangue para atender aos pacientes que necessitassem.

Fatos como esse de falta de sangue vemos todos os dias, pois são vários os requisitos para um pessoa doar sangue e nem sempre ela está apta, sem contar aquelas que não têm nenhuma informação sobre a doação de sangue.

Falo isso porque sou doador e capacitado voluntario desde 2004 em Alto Caparaó, sei como é difícil convencer as pessoas a doarem sangue, quando conseguimos sempre aparece um empecilho na hora da doação.

Fato como esse não pode acontecer é muita irresponsabilidade, as pessoas que pecaram na limpeza e na temperatura do armazenamento do sangue devem ser responsabilizadas pelo ocorrido. Num país onde as pessoas não são acostumadas a doarem sangue, não podemos de maneira alguma termos falhas no armazenamento do sangue.

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